Podre, incerto, exagerado em todos os meus aspectos, venho lutando contra um cem número de coisas já faz tanto tempo, que nem me lembro a última vez que descansei, a última vez que, enquanto esse pobre coitado que ainda sou, pude me deitar na minha própria cama para fechar os olhos e pensar somente naquilo que me interessava. Triste criatura, sofrendo amarga, perdida, mas repleta de rumos. Nobre perdedor, mas decerto não o único, disso eu sei, com certeza sei. Não sou poeta, não, tampouco entendedor da arte! Já a estudei, e muito, mas sempre pelos olhos de outros, nunca me debrucei na poesia, nem tentei escrevê-la, já li, bastante, Pessoa, Cesário, Andrade, Vitória, poetas, não eu, eu, eu não, não por mim mesmo, pelo menos. Na música já vi auxílio, já fiz, mas não a compreendo, não como outros, não como Adorno, Mercury, Mata, Lee, músicos, vozes vitoriosas, e eu aqui, perdedor. Mas sinto que venci, de lá pra cá, voltei uma vez e me vi sorrindo e que susto tomei, prec...
Pense, Desconstrua, Entenda